quinta-feira, 30 de julho de 2009

Alheios à crise, candidatos preparam campanha em Honduras

Por Marco Aquino
TEGUCIGALPA (Reuters) - Como se Honduras não estivesse imersa em uma de suas piores crises políticas após o golpe de Estado, os dois principais candidatos presidenciais preparam suas campanhas para as eleições de novembro, cuja validade é questionada.
Porfirio Lobo, candidato do Partido Nacional, opositor de Manuel Zelaya, e Elvin Santos, do Partido Liberal, do presidente deposto, estão preparando propaganda eleitoral, apesar de a eleição correr o risco de ser ignorada pela comunidade internacional, que não reconhece o governo interino.
Na sede de campanha de Lobo, os planos estão adiantados para seduzir os 4,5 milhões de eleitores que foram convocados antes de Zelaya ser deposto.
"Acredito que, se é um governo que surja da vontade do povo, a comunidade internacional deve reconhece-lo", disse Lobo à Reuters, que, assim como Santos, se prepara para lançar oficialmente a campanha no fim de agosto.
A situação, no entanto, não é tão simples. Os Estados Unidos, aliado histórico de Honduras, condenou o golpe de Estado e está aplicando lentamente medidas de pressão contra o governo interino chefiado por Roberto Micheletti. Mas Washington ainda não se pronunciou sobre o processo eleitoral no país.
A Organização dos Estados Americanos (OEA), da qual os Estados Unidos fazem parte, e o Mercosul já manifestaram que não reconhecerão um novo governo que venha a ser eleito sem que Zelaya retorne à Presidência.
"Ninguém pode vir de tão longe e nos dizer que não vai reconhecer o processo", disse Santos, ex-vice-presidente de Zelaya que se distanciou do mandatário quando ele aproximou-se da esquerda e se aliou ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
"O processo eleitoral está totalmente desvinculado dos eventos de 28 de junho (data do golpe) e foi convocado com antecedência", acrescentou.
OPOSIÇÃO LEVA VANTAGEM
Zelaya, um empresário liberal, irritou muitos em Honduras ao aliar-se a Chávez, e alguns creem que sua insistência em realizar um plebiscito para a possibilidade de reeleição presidencial se deve à influência do presidente venezuelano.
O tribunal eleitoral também parece ignorar o conflito e já sorteou a localização dos candidatos nas cédulas de votação.
Lobo lidera as intenções de voto, com 42 por cento da preferência, enquanto Santos detém o segundo lugar, com 37 por cento, de acordo com pesquisa feita pela CID Gallup, realizada em julho.
Uma proposta de mediação do conflito apresentada pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias, prevê adiantar as eleições para 28 de outubro, com a presença de observadores internacionais.
(Reportagem adicional de Gustavo Palencia)
Fonte: MSN

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Brasil define acordo com Paraguai

Governo brasileiro deve triplicar o pagamento de taxas e permitir que o Paraguai venda energia no Brasil



Os técnicos de Brasil e Paraguai finalizaram as negociações sobre a usina de Itaipu. O acordo ainda depende da palavra final dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Lugo, mas pode encerrar o conflito entre os dois países.
Um dos principais pontos do acordo é a autorização para o Paraguai vender energia de Itaipu e de outras usinas no mercado livre brasileiro gradualmente e sem a intermediação da Eletrobrás. Outro ponto importante é o reajuste do valor pago pelo Brasil para os paraguaios cederem sua parcela de energia em Itaipu, que deve ser triplicado para US$ 360 milhões. As informações são do diretor-geral paraguaio de Itaipu, Carlos Mateo Balmelli.
Os países vão montar um grupo de trabalho para a entrega, em 120 dias, de uma proposta sobre os porcentuais e os prazos que regularão a entrada da estatal paraguaia Administração Nacional de Energia (Ande) no mercado livre do Brasil.
O pacote brasileiro inclui ainda a criação de fundo binacional e o financiamento da construção de uma linha de transmissão de Itaipu a Assunção, orçada em US$ 450 milhões.
Segundo um negociador, uma hipótese é o Paraguai começar no mercado livre com 300 megawatts de potência, ou 2 mil gigawatts por hora. O volume equivale a 2% da produção de Itaipu, que ultrapassou 90 mil gigawatts/hora em 2008. Em relação a energia "excedente", ou seja, o que a usina produz a mais em um ano chuvoso, o volume representaria cerca de 15%. Ou seja, não haveria alteração na venda dos 75 mil gigawatts/hora garantidos para as distribuidoras.
"Ainda faltam alguns detalhes, mas estamos otimistas. O momento é de celebração por esse acordo histórico", disse Balmelli. Lula e Lugo se reúnem amanhã para tratar do tema. O presidente brasileiro chegou ontem à noite a Assunção para a reunião do Mercosul.
Um importante negociador do Brasil ponderou que o martelo será batido por Lula e Lugo, mas confirmou os termos do acordo. Segundo essa fonte, que é ligada ao ministério de Minas e Energia, que era contrário ao acerto, o Brasil não pode ter uma interpretação muito dura do tratado de Itaipu, porque prejudica o Mercosul. A fonte disse que a ordem de Lula é buscar a integração, sem prejudicar o consumidor brasileiro. Da maneira como a negociação foi conduzida, Lugo terá um trunfo político importante ao dizer que garantiu a soberania energética do Paraguai. "Esperamos chegar a um acordo sobre parte dessas negociações", disse Lugo, em Assunção. Segundo ele, a proposta brasileira trouxe "boas notícias".
Na prática, as mudanças ainda são pequenas comparadas com as demandas iniciais do Paraguai. O país continuará sem vender energia de Itaipu para terceiros, como Chile e Argentina. E foi adiada por pelo menos quatro meses a entrada da Ande no mercado livre.
A vantagem imediata do Paraguai é o reajuste do valor pago por ceder sua parte da energia de Itaipu, hoje em US$ 2,8 por megawatt/hora, ou US$ 120,3 milhões este ano. Com o acordo, a receita chega a US$ 360 milhões. É apenas um "bônus", pois o pagamento pela energia é maior. Em 2008, a Eletrobrás pagou US$ 1,5 bilhão pela compra da parte paraguaia da energia de Itaipu.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Jornalista italiano é demitido por ironizar popularidade do papa Bento XVI

O jornalista italiano Roberto Balducci, da emissora de TV RAI 3, foi demitido na última terça-feira (14), após realizar um comentário irônico sobre o papa Bento XVI. Em reportagem, o profissional teria questionado a popularidade de Joseph Ratzinger junto aos fiéis.
"O papa vai de férias onde o esperam dois gatos que vão arrancar o seu sorriso, pelo menos como os proverbiais quatro gatos, e quem sabe alguns mais que, todavia, tem o valor e a paciência para escutar as suas palavras", disse Balducci, ao comentar sobre as férias de Bento XVI, na região italiana de Vale da Aosta.
O vice-presidente da emissora, Giorgio Merlo, classificou o incidente como uma tendência "anticlerical, singular e vulgar". Após o ocorrido, Balducci se defendeu, ao revelar "absoluto respeito pela Igreja". A informação é do jornal El País.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Foto de Obama supostamente “observando” brasileira gira o mundo

Uma fotografia dos presidente dos EUA, Barack Obama, supostamente observando uma brasileira, juntamente com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, tem causado grande repercussão nos Estados Unidos.
Imagem que circulou o mundo com Obama supostamente olhando Mayara Tavares
A cena, capturada pelo fotógrafo Jason Reed, da agência Reuters, circulou os diversos blogs políticos dos EUA, sempre com legendas de duplo sentido.
O Drudge Report, que ficou famoso por ser o primeiro a publicar sobre o escândalo de Bill Clinton com Monica Lewinsky, cita a foto como “o segundo pacote de estímulo” do presidente Obama. O Examiner ressalta a idade da garota, apenas 17 anos, e compara a imagem de hoje com a de George W. Bush encarando uma jogadora de vôlei da seleção americana durante a Olimpíada da China.
A garota, identificada como Mayara Tavares, é uma carioca de 17 anos que representa o Brasil no grupo de jovens “Junior 8″ da Unicef, que se reúne ao mesmo tempo que os líderes dos países do G8 na Itália.Mayara Tavares e outros jovens do “Junior 8″ acompanharam a delegação do G8 nesta quinta-feira
Mas, horas depois, um vídeo mostra o que realmente aconteceu no momento em que a foto foi tirada.
Barack Obama, na verdade, ajuda uma garota, representante dos EUA no Junior 8, a descer um degrau.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Prêmio de Lula orgulha o país, mas imprensa esconde

Por Ricardo Kotscho
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu ontem à noite, em Paris, o prêmio Félix Houphouët-Boigny concedido pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura).Presidido por Henry Kissinger, ex-secretário de Estado dos Estados Unidos, o júri premiou Lula “por sua atuação na promoção da paz e da igualdade de direitos”.Não é um premiozinho qualquer. Entre as 23 personalidades mundiais que receberam o prêmio até hoje _ anteriormente nenhum deles brasileiro _ , estão Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, Yitzhak Rabin, ex-premiê israelense, Yasser Arafat, ex-presidente da Autoridade Nacional Palestina, e Jimmy Carter, ex-presidente dos Estados Unidos.
Secretário-executivo do prêmio, Alioune Traoré lembrou durante a cerimonia na sede da Unesco que um terço dos vencedores anteriores ganhou depois o Prêmio Nobel da Paz.
Pode-se imaginar no Brasil o trauma que isto causaria a certos setores políticos e da mídia caso o mesmo aconteça com Lula.
Thaoré disse a Lula que, ao receber este prêmio, “o senhor assume novas responsabilidades na história”.
Mas nada disso foi capaz de comover os editores dos dois jornalões paulistas, Folha e Estadão, que simplesmente ignoraram o fato em suas primeiras páginas. Dos três grandes jornais nacionais, apenas O Globo destacou a entrega do prêmio no alto da capa.
Para o Estadão, mais importante do que o prêmio recebido por Lula foi a manifestão de dois ativistas do Greenpeace que exibiram faixas conclamando Lula a salvar a Amazônia e o clima. “Ambientalistas protestam durante premiação de Lula”, foi o título da página A7 do Estadão.
O protesto do Greenpeace foi também o tema das únicas fotografias publicadas pela Folha e pelo Estadão. No final do texto, o Estadão registrou que Lula pediu desculpas aos jovens ativistas, retirados com truculência pela segurança, e “reverteu o constragimento a seu favor, sendo ovacionado pelo público que lotava o auditório”.
“O alerta destes jovens vale para todos nós, porque a Amaz}ônia tem que ser realmente preservada”, afirmou Lula em seu discurso, ao longo do qual foi aplaudido três vezes quando pediu o fim do embargo a Cuba e a criação do Estado palestino, e condenou o golpe em Honduras.
“Sinto-me honrado de partilhar desta distinção. Recebo esse prêmio em nome das conquistas recentes do povo brasileiro”, afirmou Lula para os convidados das Nações Unidas.
A honraria inédita concedida a um presidente brasileiro, motivo de orgulho para o país, também não mereceu constar da escalada de manchetes do Jornal Nacional. A notícia da entrega do prêmio no principal telejornal noturno saiu ensanduichada entre declarações de Lula sobre a crise no Senado e o protesto do Greenpeace.
É verdade que ontem foi o dia do grande show promovido nos funerais de Michael Jackson, mas também ganhou destaque na escalada e no noticiário a comemoração pelos quinze anos do Plano Real (tema tratado neste Balaio na semana passada) promovida no plenário do Senado, em que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso aproveitou para atacar Lula.
Diante da manifesta má-vontade demonstrada pela imprensa neste episódio da cobertura da entrega do Prêmio da Unesco, dá para entender porque o governo Lula procura formas alternativas para se comunicar com a população fora da grande mídia.
Muitas vezes, quando trabalhava no governo, e mesmo depois que saí, discordei dele nas críticas que fazia à atuação da imprensa, a ponto de dizer recentemente que não lia mais jornais porque lhe davam azia.Exageros à parte, mesmo que esta atitude beligerante lhe cause mais prejuízos do que dividendos, na minha modesta opinião, o fato é que Lula não deixa de ter razão quando se queixa de uma tendência da nossa mídia de inverter a máxima de Rubens Ricupero, aquele que deu uma banana para os escrúpulos.
“O que é bom a gente esconde, o que é ruim a gente divulga”, parece ser mesmo a postura de boa parte dos editores da nossa imprensa com um estranho gosto pelo noticiário negativo, priorizando as desgraças e minimizando as coisas boas que também acontecem no país.
Valeu, Lula. Parabéns!

Lula dá camisa da Seleção a Obama na Itália

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou o encontro com o presidente americano, Barack Obama, durante a cúpula do G8 em L'Áquila na Itália para cumprir uma promessa feita na véspera da reunião.
Lula entregou a Obama uma camiseta da Seleção brasileira autografada por todos os jogadores que foram campeões da Copa das Confederações na África do Sul no mês passado.
Os Estados Unidos foram adversários do Brasil na final da Copa. Apesar de terminarem o primeiro tempo do jogo com uma vantagem de 2 a 0, os americanos acabaram derrotados pelos brasileiros por 3 a 2.No dia anterior ao encontro com Obama, Lula havia brincado dizendo que a Seleção conseguiu virar o jogo e vencer os Estados Unidos usando o lema da campanha de Obama à Presidência.
O Obama apareceu na televisão dizendo 'Nós podemos, nós podemos' e quase que a seleção dos Estados Unidos ganha da gente, mas quando estava 2 a 0 para eles eu comecei a dizer 'Nós podemos, nós podemos', e a seleção brasileira ganhou", brincou Lula.
Na quarta-feira, Lula já havia distribuído camisas da Seleção brasileira após uma reunião do G5 (grupo dos países emergentes formados por Brasil, China, Índia, África do Sul e México). O G5 participa como convidado da cúpula do G8, o grupo dos sete países mais industrializados do undo mais a Rússia.
Além de Obama, Lula prometeu ainda entregar camisas da Seleção brasileira ao premiê da Itália, Silvio Berlusconi, e ao presidente do Egito, Hosny Mubarak, cujos países também foram adversários do Brasil na Copa das Confederações.
O líder egípcio também participa como convidado da cúpula do G8.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Homenagem a Lula deixa PSDB e DEM com dor de cotovelo.

O Presidente Lula recebeu por sua luta pela democracia e pela justiça social, o Prêmio Félix Houphoet-Boigny.
A cerimônia de entrega do prêmio da UNESCO, para a qual foram convidados diversos chefes de estado e de governo, foi realizada na sede da Organização, em Paris.
Durante o anúncio da premiação, em maio, o membro do júri e ex-presidente de Portugal Mario Soares declarou que a decisão de homenagear o Presidente Lula considerou “suas ações em busca da paz, do diálogo, da democracia, da justiça social e da igualdade de direitos, assim como sua valiosa contribuição para a erradicação da pobreza e a proteção dos direitos das minorias”.

Para tentar ofuscar a liderança e a importância de Lula para o mundo e ressuscitar o ex-presidente entreguista, privatista, elitista e incompetente FHC, os demos e a tucanada, resolveram fazer uma sessão solene em homenagem aos 15 anos do Plano Real, que segundo eles, foi criado durante governo de Fernando Henrique Cardoso. Porém, o ex-presidente da República Itamar Franco (que filiou-se ao partido de aluguel do PDSB, o PPS) fez duras críticas à campanha do PSDB por ocasião dos 15 anos do Plano Real.
Em entrevista à Rádio Eldorado, no último dia 1º, Itamar disse que a campanha deturpa e nega a história e lembrou que a equipe de formuladores do plano era composta por integrantes de outros partidos.
"A todo instante assistimos na TV o PSDB comemorando os 15 anos do Plano Real. Oras, isso não nos magoa, mas é uma deturpação, uma negação da história." Itamar afirmou que combaterá o PSDB se o partido defender a paternidade do Plano Real durante as eleições 2010.Presidente de 1992 a 1995, Itamar chamou para si a responsabilidade política pela implantação do Real, em 1994, e ressaltou o papel de outros políticos e economistas. "O grande ministro do Plano Real chama-se (Rubens) Ricupero e, em seguida, Ciro (Gomes). E depois houve Paulo Haddad, Eliseu Resende. O plano não é só de um ministro. E é preciso lembrar que o Plano Real foi assinado pelo presidente da República, não por uma ordem técnica. A parte política foi garantida pelo presidente da República", afirmou.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Cruzeiro muda programação por causa da gripe suína

O medo de contaminação com a gripe suína fez o Cruzeiro mudar sua programação para a partida de quarta-feira, contra o Estudiantes, em Buenos Aires, que abre a decisão da Copa Libertadores. A previsão iniciar era seguir para a capital argentina nesta segunda-feira, mas a equipe decidiu adiar a viagem e permanecer mais um dia em Goiânia, onde o time reserva perdeu por 1 a 0 do Goiás neste domingo, pelo Campeonato Brasileiro.
O diretor de Futebol, Eduardo Maluf, disse inclusive que não está descartada a possibilidade de viajar apenas no dia do jogo. "Passamos a viagem para terça-feira, em voo fretado, direto para um hotel, um andar todo disponibilizado para o Cruzeiro, toda segurança no que diz respeito à higienização. Mas existe uma possibilidade de irmos no dia do jogo, porque quanto mais exposto você está lá, mais perigoso é", declarou o dirigente.
Oficialmente, o Cruzeiro não fala em adiar o jogo, mas, nos bastidores, o clube faz pressão: enviou um comunicado à CBF, para que a Conmebol avalie a situação com o governo argentino. "Não adianta o vice-presidente de Futebol do Estudiantes nos dar garantia, o diretor de Futebol do Cruzeiro dar garantia. Nós precisamos é que assumam as responsabilidades. Se tem condição ou não de ter o jogo", declarou Maluf.
A Libertadores já teve problemas nas oitavas de final, quando os mexicanos Chivas e San Luis desistiram de participar depois que seus adversários, respectivamente o São Paulo e o Nacional, do Uruguai, se recusaram a viajar ao país, na época um dos principais focos da doença. Como não houve acordo para que os jogos fossem em outro país, os clubes do México abandonaram o torneio, alegando ser vítimas de preconceito.
"Nós não estamos querendo tirar mando de jogo de ninguém. Queremos que a Conmebol tenha o mesmo princípio de avaliação quando existiu esse surto de gripe no México. Independentemente do clube e da situação, naquela ocasião ela primou pela integridade dos atletas", concluiu Eduardo Maluf.
Fonte: Estadão

Lula é modelo predileto de Zelaya

Da BBC Brasil
Zelaya tem sido acusado frequentemente por simpatizantes do governo interino do país de ter no venezuelano Hugo Chávez a sua principal fonte de inspiração.
"O presidente Zelaya sempre se sentiu mais atraído pela forma de trabalhar do presidente Lula e pelo modelo brasileiro do que por qualquer outro", afirmou Pastor.
O ex-titular da Cultura deu entrevista à BBC em um local de Honduras que não pode ser revelado, a pedido do entrevistado, uma vez que ele - assim como outros integrantes da administração deposta - está na clandestinidade, temendo retaliações por parte do governo interino.
De acordo com Pastor, Zelaya possui "um afeto muito profundo pelo povo pobre e um compromisso de trabalhar com esse povo. É algo que nenhum outro líder hondurenho havia explicitado, a intenção de lutar pela gente pobre deste país".
"E nisso, ele se identifica completamente com o presidente Lula", comenta.
Tanto é assim, acrescenta, "que vários conselheiros e ideólogos do presidente Lula foram enviados a Honduras para dar consultoria em programas do governo, como (o assessor especial da Presidência da República) Marco Aurélio Garcia".
Inspiração chavista
No entender de Pastor, a tentativa de atrelar Zelaya a Chávez foi exacerbada por grupos que ele acusa de controlarem os meios de comunicação do país. "Tivemos que enfrentar um grupo de quatro pessoas que controla 90% dos jornais e 80% das transmissões de rádio e TV neste país, e essas pessoas puderam apresentar à população a sua versão do nexo entre presidente Zelaya e presidente Chávez. "O ministro afastado não nega que exista um elo forte entre os dois líderes e que foi esta ligação que fez com que Honduras viesse a integrar a Aliança Bolivariana para o Povo da Nossa América (Alba), a aliança comercial comandada pela Venezuela e que conta ainda com Antígua, Bolívia, Cuba, Equador, República Dominicana, Nicarágua e São Vicente.
"É um nexo que existe. O presidente Zelaya trouxe o presidente Chávez ao país para firmar, em um ato público, a adesão de Honduras ao convênio da Alba. E através deste convênio, o presidente resolveu problemas que são estratégicos ao país", afirma. "O presidente resolveu o problema de abastecimento do petróleo graças a um valor preferencial oferecido pela Venezuela. A reação com o presidente Chávez era uma relação estratégica, mas nunca pudemos explicar à população que não era nada mais do que isso. Apresentou-se como se esta fosse uma relação perigosa."
Pastor nega também que a intenção do líder deposto em promover uma consulta popular, em 28 de junho, mesmo dia em que acabou sendo afastado do poder, tenha sido uma inspiração venezuelana.
"Não sei se começou na Venezuela. Desde os 2 anos de idade, fui criado nos Estados Unidos. E lá, em todas as eleições, há possibilidades de referendos sobre propostas específicas, que podem ser desde o matrimônio homossexual até o aborto. É algo perfeitamente normal desde que sou jovem. Me custa pensar que o plebiscito ou que a pergunta direta ao eleitorado seja algo inventado por venezuelanos."
Violência e guerra civil
Pastor diz que, dos ministros que estão na clandestinidade ele, provavelmente, é um dos que teria menos a temer, uma vez que não haveria mandados de prisão em seu nome. Mas, ainda assim, afirma ter receios.
“Eu tenho preocupações, é claro. Sei que já fui seguido e que pessoas já relataram ter sido detidas e perseguidas. Pretendo deixar o país. Já recebi ofertas de pessoas no exterior. E o farei, a não ser que o presidente regresse, e as coisas tomem um rumo inesperado.”
Mas ele é cético de que o regresso de Zelaya, por si só, possa sanar a situação no país.
"As pessoas estão mantendo expectativas difíceis de serem cumpridas. E o nível de confrontação no país está muito elevado. A única coisa que posso antever é mais violência. Nunca se sentiu em Honduras um risco de guerra civil. Hoje, sim, existe esse perigo. Porque há uma ampla base social para as duas posições, que estão completamente polarizadas."

domingo, 5 de julho de 2009

Presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, diz que volta hoje

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, confirmou que viajará hoje) a Tegucigalpa, capital do país, acompanhado de “vários presidentes”, e afirmou que o governo provisório deve devolver a democracia a seu país, segundo declarações feitas à rede Telesur. “Estou organizando meu retorno a Honduras (...). Vamos nos apresentar no aeroporto internacional de Honduras, em Tegucigalpa, com vários presidentes, vários membros de comunidades internacionais (...).
Neste domingo (hoje), estaremos em Tegucigalpa”, declarou Zelaya ao canal de notícias, que tem sede em Caracas. O presidente, deposto por um golpe militar no dia 28 de junho e expulso de seu país, pediu a seus seguidores que o acompanhem “sem armas” e exigiu uma reparação do atual governo, que chamou de “seita criminosa”.
Zelaya, disse o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, vai estar acompanhado de Insulza e dos presidentes da Argentina e do Equador. A Organização dos Estados Americanos (OEA), que estaca reunida em sessão extraordinária ontem para debater a situação hondurenha, poderia suspender o país por causa da recusa do governo interino em reinstaurar Manuel Zelaya no poder. A reunião acontece em Washington. A crise em Honduras também gerou tensões com outros países da América Central. A Nicarágua pediu à OEA que pressione o país e consiga a libertação de 70 nicaraguenses, presos por supostamente apoiar as manifestações em favor do presidente Zelaya.A Suprema Corte de Honduras tinha rejeitado, na sexta-feira, um apelo de José Miguel Insulza, secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), para restituir ao poder o presidente deposto. Insulza conversou durante duas horas com Jorge Rivera, presidente do tribunal que autorizou o golpe militar que derrubou Zelaya e o levou ao exílio. “Insulza pediu a Honduras que reinstale Zelaya, mas o presidente do tribunal respondeu categoricamente que há uma ordem de prisão contra ele”, disse o porta-voz Danilo Izaguirre.
O secretário-geral da OEA desaconselhou o retorno do presidente deposto de Honduras. “Nós não vamos nos envolver. Agora, acredito que existe um clima de muita tensão e de violência, e certamente ele terá de avaliar bem a situação que pode se provocar’’.
Honduras disse que não mais reconhecerá a carta de direitos da Organização dos Estados Americanos (OEA), acusando o corpo diplomático de tentar impor ”resoluções
não dignas e unilaterais” ao novo governo, após o golpe, há uma semana, com apoio do exército.A declaração significa que Honduras, um dos países mais pobres das Américas, deixará a OEA e não sofrerá sanções da organização. Mesmo assim, o governo imposto não conseguirá evitar que outros grupos e países suspendam ajuda humanitária e empréstimos.Países vizinhos já impuseram bloqueio comercial a Honduras, as Nações Unidas suspenderam operações militares conjuntas e embaixadores da União Europeia saíram da capital. O Banco Mundial cortou uma linha de financiamento de US$ 200 milhões ao país e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) congelou uma linha de US$ 450 milhões.

sábado, 4 de julho de 2009

Gripe suína atinge quase 90 mil pessoas

A OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou nesta sexta-feira que 89.921 pessoas de 125 países e territórios já contraíram a gripe suína -´como é chamada a gripe A (H1N1).
Em 382 casos, os pacientes morreram. No dia 11 de junho, a organização anunciou que a doença atingiu o nível de pandemia (epidemia generalizada). O termo tem relação apenas com a ampla distribuição geográfica do vírus, e não com a sua periculosidade.
Os Estados Unidos possuem o maior número de casos --33.902-- e de mortes --170. Nos últimos dois dias, o país registrou 6.185 novos casos e 43 mortes causadas pela doença.
No México --considerado o epicentro da gripe suína--, foram confirmados até agora 10.262 casos e 119 mortes. O Canadá registrou 7.983 casos e 25 mortes.
No Reino Unido --o país europeu mais afetado--, as autoridades de saúde já registraram 7.447 infectados com o vírus da doença e três mortes.
Na América do Sul, o país mais afetado é o Chile, que confirmou 7.376 casos e 14 mortes.
No entanto, a Argentina possui o maior número de mortes --26 de um total de 1.587 casos.
As autoridades de saúde da Austrália confirmaram que 4.568 pessoas contraíram a doença no país - desse total, nove morreram.
Na Tailândia, 1.414 casos de gripe suína já foram registrados. Três pacientes morreram.
A OMS revisou para baixo os casos da doença registrados na Costa Rica. Na última quarta-feira (1º), foi reportado que o país tinha 279 casos, e agora informa que são 227, além de duas mortes.
Guatemala, República Dominicana e Colômbia também registraram, cada um, duas mortes causadas pela gripe suína. Filipinas, Espanha, Uruguai e Honduras, tiveram uma morte cada.
No Brasil, o Ministério da Saúde confirmou nesta quinta-feira 44 novos casos, aumento o total no país para 737. Uma pessoa - um caminhoneiro do Rio Grande do Sul - morreu por causa da doença.
Os demais países com casos de gripe suína são China (1.814), Filipinas (1.709), Japão (1.446), Nova Zelândia (912), Cingapura (878), Espanha (760), Israel (577), Peru (538), Alemanha (470), Panamá (417), Nicarágua (308), França (300), Bolívia (283), Guatemala (254), El Salvador (253), Venezuela (204), Coreia do Sul (202), Uruguai (195), Equador (163), Holanda (134), Vietnã (131), Itália (130), Honduras (123), Malásia (112), Grécia (109), República Dominicana (108), Índia (104), Paraguai (103), Colômbia (101), Arábia Saudita (89), Brunei (85), Suécia (74), cuba (73), Suíça (72), Chipre 970), Egito (67), Dinamarca (63), Trinidad e Tobago (53), Irlanda (51), Bélgica (49), Líbano (47), Finlândia (43), Noruega (41), Turquia (40), Romênia (36), Kuait (35), Jamaica (32), Cisjordânia e faixa de Gaza (30), Portugal (27), Jordânia (22), Polônia (19), Eslováquia (18), Marrocos (17), Sri Lanka (17), Áustria (15), Bahrein (15), República Tcheca (15), Sérvia (15), ilhas Cayman (14), Estônia (13), Bangladesh (12), Barbados (12), Quênia (12), África do Sul (12), Hungria (11), Iraque (11), Suriname (11), ilha Jersey (11), Bulgária (10), Qatar (10), Montenegro (9), Indonésia (8), Antilhas Holandesas --Curaçao (8), Emirados Árabes (8), Camboja (7), Antilhas Holandesas --Saint Martin (7), Iêmen (7), Bahamas (6), Nova Caledônia (6), Argélia (5), Nepal (5), Aruba (5), Eslovênia (5), ilha de Guernsey (5), Islândia (4), Luxemburgo (4), Cabo Verde (3), Etiópia (3), Laos (3), Lituânia (3), Omã (3), Rússia (3), Tunísia (3), Antígua e Barbuda (2), Ilhas Virgens Britânicas (2), Costa do Marfim (2), Fiji (2), Polinésia Francesa (2), Martinica (2), Malta (2), Vanuatu (2), Bermuda (1), Bósnia-Herzegóvina (1), Dominica (1), Irã (1), letônia (1), Maurício (1), Mianmar (1), Palau (1), Papua-Nova Guiné (1), Santa Lúcia (1), Samoa (1), Uganda (1), Ucrânia (1), ilha de Man (1).

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1.
Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal. Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório.
Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).