segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Golpistas decretam estado de sítio em Honduras

Hondurenhos perdem liberdade de expressão e direito de ir e vir por 45 dias
Do R7, com agências internacionais.
O governo golpista de Honduras baixou neste domingo (27) um decreto que dá às autoridades o direito de proibir manifestações e reuniões públicas pelos próximos 45 dias. Também poderá suspender a liberdade de imprensa e de expressão se julgar necessário. Na prática, o país está sob um estado de sítio.
O decreto ainda autoriza que as forças armadas e a polícia fechem estações de rádio, TV e redações de jornais "que não ajustarem sua programação".
Segundo o jornal espanhol El País, o decreto foi aprovado numa reunião ministerial do presidente golpista Roberto Micheletti na última terça (22), um dia após o presidente deposto Manuel Zelaya retornar ao país e se asilar na embaixada brasileira.
Por 45 dias os hondurenhos terão suspensas a liberdade de livre circulação, de reunião e de expressão. Os presos do país também ficarão sob um regime de direito especial. Na prática, o país entra sob estado de sítio.

Golpe e asilo na embaixada
O presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya, foi derrubado do governo por um golpe de Estado no dia 28 de junho. Zelaya ficou então refugiado na Nicarágua. Na última segunda (21), ele voltou escondido ao país e se abrigou na embaixada brasileira.
A estadia de Zelaya na representação diplomática do Brasil jogou para o país parte da responsabilidade para resolver a crise política no país da América Central.
Fonte: Desabafo Brasil

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Os fatos de Honduras e as versões distorcidas

O governo de fato de Honduras restabeleceu o suprimento de água e energia elétrica à Embaixada do Brasil, que havia sido cortado em flagrante violência aos princípios diplomáticos internacionais. Esperava-se, no início da noite, a chegada do secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, a Tegucigalpa, com o objetivo de retomar o diálogo. Qualquer que venha a ser o desfecho da crise, o Brasil não pode desculpar o insulto à sua soberania. Os Estados Unidos estão atuando com firmeza no episódio, como mostram as declarações da secretária de Estado Hillary Clinton. Espera-se que Obama, passadas estas horas em que esteve ocupado com o problema da Palestina – onde se situa o Estado de Israel – venha a ocupar-se com maior atenção do que ocorre na América Central.
Quem ouve os comentários dos cientistas políticos e analistas internacionais das emissoras de televisão e lê alguns jornais brasileiros está certo de que Zelaya pretendia, em referendum popular – que ocorreria em junho passado – disputar um segundo mandato presidencial. Não é verdade. Zelaya queria – e sem efeito vinculante – que o povo dissesse se concordava, ou não, que nas eleições de novembro próximo uma quarta urna fosse colocada nas seções eleitorais. Nessa urna especial, os eleitores aceitariam, ou não, a convocação de Assembléia Nacional Constituinte para redigir nova Carta Política. A consulta direta ao povo, por iniciativa do presidente da República, é prevista pela atual Constituição de Honduras, em seu artigo 5º. Embora provavelmente nova Assembleia Constituinte pudesse tratar também do problema dos mandatos, a consulta de novembro não faria referência expressa a isso, nem Zelaya seria beneficiado: ela coincidiria com a eleição de seu sucessor, dentro das regras atuais do jogo.
Portanto, não é verdade que Zelaya pretendesse, com a consulta prévia – e frustrada com o golpe de junho – obter um segundo mandato presidencial. Zelaya e as forças políticas que o apoiam pareciam dispostas a avançar na luta pelo desenvolvimento econômico e social de um dos países mais pobres do mundo. Tendo sido eleito pelas oligarquias conservadoras, às quais pertence por origem familiar, Zelaya, no exercício do poder, modificou a sua orientação ideológica, encaminhando-se para uma posição de centro-esquerda.
A Constituição hondurenha, mesmo estando ultrapassada pela nova situação mundial, é taxativa, em seu artigo 3º, na condenação aos golpes de Estado. Diz o dispositivo: “Nadie debe obediencia a un gobierno usurpador ni a quienes asuman funciones o empleos publicos por la fuerza de las armas o usando medios o procedimientos que quebranten o desconozcan lo que esta Constitución y las leyes establecen. Los actos verificados por tales autoridades son nulos. El pueblo tiene derecho a recurrir a la insurrección en defensa del orden constitucional”. Se assim é, não foi exatamente Zelaya quem violou a Constituição, mas os golpistas, civis e militares, que o sequestraram com sua família, alta madrugada, e o baniram do país.
O que ocorreu em Honduras e tem ocorrido na América Latina é o conflito entre um presidente eleito por voto majoritário, com amplo apoio popular, e um Congresso que representa, sobretudo, o poder econômico conservador. Pouco a pouco, Zelaya se foi distanciando das forças que o haviam elegido. Daí, provavelmente, a sua preocupação em buscar a convocação de nova Assembleia Nacional Constituinte – que poderia, eventualmente, promover a sua volta ao poder em 2014 – mas, também, consolidar algumas de suas medidas.Se o ocupante da Casa Branca ainda fosse Bush, provavelmente Washington passaria a mão na cabeça de Micheletti. Caberia aos partidários de Zelaya organizar movimento armado, como tem ocorrido em algumas ocasiões, contra os golpistas, ou suportar a ditadura, como em outras. Os tempos, felizmente, são outros. É preciso fazer da oportunidade – a da condenação continental quase unânime contra os golpistas hondurenhos – um ponto de inflexão na história continental.O Brasil agiu corretamente. Não poderia ter fechado as suas portas a um presidente legitimamente eleito e violentamente deposto por um golpe. Os senadores Arthur Virgílio e Heráclito Fortes precisam reler os acordos internacionais sobre direito de asilo e de refúgio, além da inviolabilidade das representações diplomáticas e de sua proteção pela comunidade internacional, antes de criticar o Itamaraty.
Em resposta ao senhor Roberto Freire, a chancelaria pode informar que Zelaya chegou à embaixada de automóvel.
Por: - Mauro Santayana

sábado, 19 de setembro de 2009

Obama tranquiliza G20 sobre reformas

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu neste sábado trabalhar junto com os demais líderes do G20, na semana que vem, na reforma dos mercados financeiros. Ele insistiu que esquemas que permitem "gratificações gordas para executivos" não podem ser mais tolerados. Cinco dias antes de receber uma reunião do G20 em Pittsburgh, Obama afirmou que as medidas tomadas desde que o grupo de países se encontrou pela última vez, em abril, em Londres, produziram "progresso real" para a superação da crise econômica global. Contudo, Obama, na sua mensagem semanal de rádio e Internet, disse que só "estancar o sangramento" não é suficiente. "Sabemos que temos muita coisa para fazer em conjunto com outras nações ao redor do mundo para fortalecer as regras dos mercados financeiros e assegurar que nunca de novo nos encontremos na situação precária que estivemos há um ano", declarou. A reforma dos mercados financeiros será tema central da reunião do G20, que reúne os principais países desenvolvidos e em desenvolvimento do mundo, mas os avanços no Congresso norte-americano das propostas regulatórias de Obama têm sido lentos. Buscando mostrar aos outros países que o seu governo fala sério quando diz que pretende superar as debilidades e excessos norte-americanos, tidos como responsáveis por detonar a crise global, ele afirmou que, "como a maior economia do mundo" os Estados Unidos "devem liderar não só com palavras, mas com exemplos". Os líderes europeus do G20 foram os primeiros a defender restrições na "cultura de gratificações" para banqueiros. O tema parece tornar-se prioritário também para os Estados Unidos. Larry Summers, principal conselheiro de Obama para temas econômicos, declarou que essas gratificações precisam ser recalibradas, para prevenir que não se repita o comportamento de risco que contribuiu para a crise. Obama afirmou: "Não podemos permitir que os esquemas que produzem lucros rápidos e gordas gratificações para executivos prejudiquem a segurança de todo o sistema financeiro."

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Chávez anuncia acordo com a China

Hugo Chávez anunciou que a China concordou em investir US$ 16 bilhões na exploração de petróleo na bacia do rio Orinoco

Da BBC Brasil

Segundo Chávez, as petroleiras chinesas formarão uma parceria com a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) e a sociedade deverá produzir 450 mil barris diários de petróleo cru.
O presidente não deu mais detalhes sobre o acordo e não citou quais empresas chinesas estariam envolvidas na parceria.
Recentemente, a Venezuela havia assinado um acordo similar com o governo da Rússia, avaliado em cerca de US$ 20 bilhões. As duas parcerias devem elevar a produção de petróleo no país em 900 mil barris diários.

Parcerias

Segundo o correspondente da BBC em Caracas Will Grant, o anúncio deverá ser bem recebido pelos investidores da indústria petroleira da Venezuela, que vêm reclamando que a falta de investimentos do governo em infraestrutura prejudicou a produção.
O correspondente afirmou ainda que Chávez considera os acordos como parte do esforço de ampliar as parcerias bilaterais na indústria petroleira.
O líder venezuelano fala com frequência do que ele chama de “mundo multipolarizado”, no qual a América Latina seria mais independente de Washington.
Apesar disso, as empresas americanas continuam sendo o principal suporte da indústria energética da Venezuela.
Segundo Grant, Chávez deve esperar que os acordos bilionários com países mais simpáticos à “revolução socialista” proposta por ele proporcionem à Venezuela ainda mais independência econômica dos Estados Unidos.
A Venezuela é o quinto maior exportador mundial de petróleo e o 11º maior produtor.

Obama nomeia formalmente Bernanke

Nomeação formal inicia o processo de confirmação no Senado. Data para a audiência de confirmação ainda não foi marcada
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, nomeou formalmente ontem (quinta-feira 17) o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, para mais um mandato à frente do banco central norte-americano. Oficialmente, a nomeação formal inicia o processo de confirmação no Senado.
No mês passado, Obama anunciou que queria manter Bernanke no comando do Fed, mas esperou até hoje para enviar a nomeação ao Senado. O atual mandato de Bernanke termina no final de janeiro de 2010.
A data para a audiência de confirmação de Bernanke ainda não foi marcada. Embora a expectativa seja a de que ele será confirmado, a audiência dará aos críticos uma oportunidade para questioná-lo sobre a maneira como ele lidou com a crise financeira e as medidas de emergência que a instituição tomou nos mercados de crédito.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Evo tem apoio de 55% para se reeleger

Enquete entrevistou 400 pessoas nas maiores cidades do país. Evo e seu vice Álvaro García disputam reeleição em dezembro

O presidente da Bolívia, Evo Morales, e seu vice-presidente, Álvaro García Linera, candidatos à reeleição em dezembro, têm aprovação de 55% dos eleitores, segundo pesquisa publicada neste domingo pelo jornal El Deber de Santa Cruz (leste).
O estudo foi realizado pela privada Equipos Mori, que entrevistou 400 pessoas maiores de 18 anos nas cidades de La Paz, El Alto, Cochabamba e Santa Cruz (reduto da oposição), com margem de erro de 4,9%.
Quase 55% das pessoas entrevistadas consideraram boas as políticas governistas, 22% acharam irregular e 21%, ruim, concluiu o estudo.
Com 25%, apareceu em segundo lugar a chapa formada pelo ex-prefeito (governador) de Cochabamba, Manfred Reyes Villa, e o também ex-prefeito de Pando, Leopoldo Fernández, detido em La Paz sob acusação de comandar um massacre de camponeses em setembro do ano passado.
Do total de entrevistados, 30% consideraram Reyes Villaey Fernández uma boa dupla, 17% regular e 48% ruim.
Nas eleições de seis de dezembro, os bolivianos vão eleger além do presidente e do vice-presidente, 36 senadores e 130 deputados para a Assembleia Legislativa Plurinacional, que substituirá o atual Congresso nacional (27 senadores e 130 deputados).

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Data 09/09/09 provoca onda de casamentos no mundo

A combinação numérica única representada pela data desta quarta-feira, 9 de setembro de 2009, está provocando uma onda de casamentos em várias partes do mundo.
Em Kuala Lumpur, na Malásia, uma cerimônia única reuniu 560 pares de noivos na manhã desta quarta-feira.
Na China, onde o número "9" simboliza a sorte, milhares de casais são esperados ao longo do dia nos cartórios do país - cerca de 10 mil deles apenas em Pequim, segundo o jornal China Daily.
"Destacamos funcionários extras para assegurar um trabalho tranquilo nos locais de registro", disse ao jornal Zhou Jixiang, diretor da divisão de casamentos do Bureau de Assuntos Civis de Xangai.
Zhou disse que ainda não é possível garantir que o número de casamentos realizados nesta quarta-feira vá superar o do dia 8 de agosto de 2008, que além de combinar o algarismo "8", marcou o início dos Jogos Olímpicos de Pequim. Na ocasião, um total de 20,6 mil casais formalizaram sua união nas principais cidades do país.
Em Las Vegas, nos Estados Unidos, conhecida por permitir casamentos-relâmpago, as autoridades também esperam um grande movimento nas capelas.
Emergência
Com números mais modestos, a cidade de Gretna, na Escócia, espera pelo menos 47 casais que se registraram para se casar nesta quarta-feira.
Como a lei escocesa permite o casamento de menores de 21 anos sem a autorização dos pais, a cidade, que fica perto da fronteira com a Inglaterra, é um destino popular entre jovens casais britânicos.
Em 8 de agosto de 2008, foram realizados 69 casamentos em Gretna. Em 7 de julho de 2007, o total chegou a 78.
Esta quarta-feira também deve marcar a união de casais em que pelo menos um dos parceiros trabalha nos serviços de emergência da Grã-Bretanha, acionados pelo número de telefone "999".
Em entrevista ao jornal Daily Mail, o casal de policiais Jacqueline Felton e Michael Aldrer contou que adiou o casamento marcado para o ano passado ao se dar conta de que esta quarta-feira seria "uma oportunidade única" de tornar a data ainda mais especial.

França pede fim dos beijos para evitar gripe

Autoridades de saúde na França estão pedindo que a população evite qualquer tipo de contato físico para reduzir as chances de contágio por gripe suína.
Algumas escolas e empresas chegaram a proibir o beijo no rosto, o cumprimento tradicional na França.
Uma agência de monitoramento de gripe suína no país acaba de anunciar que o país pode ter até 20 mil novos casos de gripe suína a cada semana.
O número é contestado pelo Ministério da Saúde, mas a central de atendimento telefônico do governo ainda recomenda que se evite abraços e apertos de mão.

Hitler, Stalin e Saddan contra a AIDS


A organização humanitária alemã "Regenbogen" lança uma campanha de prevenção da AIDS em que utiliza montagens dos ditadores Adolf Hitler, Josef Stalin e Saddam Hussein para alertar sobre os perigos da doença.

Com o lema "A aids é uma assassina em massa", a organização distribuirá uma série de cartazes nos quais os ditadores aparecem fazendo sexo com mulheres.

"Até agora, mais de 28 milhões de pessoas morreram no mundo devido à doença. A cada dia, surgem 5 mil novas vítimas. Por isso, a aids é uma das maiores assassinas em massa que já existiu", afirma a organização.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Susan Boyle supera Beatles com álbum de estreia

Cantora superou as vendas de Beatles e Whitney Houston
Susan Boyle, a cantora amadora escocesa que se tornou fenômeno na Internet, voltou a surpreender. A cantora está liderando o ranking de álbums mais vendidos da loja virtual Amazon com o seu primeiro trabalho.
O disco só será lançado dia 24 de novembro, mas os fãs de Boyle correram para encomendar o álbum assim que ele foi colocado em pré-venda. O número de reservas superou as vendas do novo álbum de Whitney Houston e dos relançamentos remasterizados do catálogo completo dos Beatles.
A estreia em CD de Susan Boyle irá se chamar I Dreamed A Dream, nome da canção de Andrew Lloyd Webber que a revelou para o mundo no programa Britain's Got Talent.
Fonte: IG Música

Lula e Obama demonstraram liderança ao condenar golpe, diz Zelaya

Manuel Zelaya, o líder deposto de Honduras, crê que os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Barack Obama, dos Estados Unidos, vêm demonstrando forte liderança na crise hondurenha.
Zelaya elogiou em especial as ações mais recentes de Lula e Obama contestando o governo interino de Roberto Michelletti, que se instaurou no poder após o golpe do último dia 28 de junho, quando Zelaya teve a residência presidencial invadida por soldados armados e foi obrigado a embarcar, ainda de pijamas, em um avião com destino à Costa Rica.
''O presidente Lula foi firme em sua posição contra o golpe. Ele fez bastante, cancelou vistos, foi um líder, ao lado do presidente Obama. Se fracassarmos, vai fracassar a democracia. Se triunfarmos, triunfam os povos da América'', disse Zelaya, em entrevista à BBC Brasil e à BBC Mundo, o serviço hispânico da BBC.
Nesta quinta-feira, o Ministério das Relações Exteriores anunciou que o governo brasileiro suspenderá temporariamente, a partir deste sábado, o acordo de isenção de vistos com Honduras, em protesto contra a deposição de Zelaya, o presidente eleito.
Com a suspensão, os portadores de passaportes hondurenhos precisarão de visto para entrar no Brasil.
Suspensão de ajuda
Ainda nesta quinta, os Estados Unidos anunciaram a suspensão de uma série de programas de ajuda econômica a Honduras, que fará com que o governo interino deixe de receber um total de US$ 200 milhões.
Mas o governo americano não chegou a reconhecer que a deposição de Zelaya pode ser caracterizada como um ''golpe militar'', como desejava o líder afastado de Honduras.
Caso adotasse essa medida, os Estados Unidos seriam obrigados, por lei, a suspender toda forma de ajuda econômica ao país centro-americano.
A despeito da ampla condenação internacional, unindo extremos como o americano Obama e o venezuelano Hugo Chávez, o governo interino de Micheletti, ex-presidente da Câmara dos Deputados hondurenha, segue aparentemente inabalado.
Mas, para Zelaya, isso se explica:
"Estamos fazendo tudo pelo processo pacífico, e eles têm as armas, estão reprimindo o povo. Nunca se reverteu um golpe na história de forma pacífica. Este vai ser o primeiro. Não há escola, não há libreto para isso. É a primeira vez que a condenação se dá por aclamação.''
O presidente deposto descarta a importância de grandes manifestações pró-governo interino que foram realizadas nas ruas da capital hondurenha, Tegucigalpa, após o golpe, e não crê ser relevante o fato de parcela significativa da população de Honduras não querer o seu regresso.
''Supondo que isso exista, se for assim, se o presidente Lula tivesse um problema, poderíamos expulsá-lo do país e colocar um presidente interino. Não me parece correto. O Presidente Bush, em seus últimos momentos, tinha uma baixa popularidade. Mas nem por isso o Pentágono pensou em promover a sua deposição.''
Consulta popular
Zelaya também descarta o argumento dos envolvidos em sua deposição para justificar o golpe, o de que ele teria desrespeitado as leis do país ao propor uma consulta popular indagando se os eleitores aceitavam a formação de uma Assembleia Constituinte.
Críticos argumentaram que essa teria sido uma manobra de Zelaya para tentar disputar um segundo mandato. A Constituição do país só permite um único mandato presidencial e imporia restrições a consultas populares similares à que o líder deposto propunha.
''Isso é falso. Eu estava fazendo uma consulta de opinião pública, como as do (instituto) Gallup. Era só para saber como o povo opinava sobre certas coisas, mas a consulta foi usada como justificativa para o golpe. Da mesma foram que minha amizade com Chávez.''
Pouco após o golpe, o ex-titular da pasta de Cultura no governo deposto, Rodolfo Pastor, disse, em entrevista à BBC Brasil em Tegucigalpa, que o governo de Zelaya tinha como fonte de inspiração muito mais o presidente Lula do que Hugo Chávez. Zelaya disse endossar essa tese.
"Estou de acordo com isso. Em Honduras, há um liberalismo social. Não um socialismo. Lula nos visitou e conhece nossas ideias. Sim, temos muita afinidade com Chávez, no amor que ele tem pela América Latina. Mas o povo hondurenho só deve solidariedade a Chávez, pelo apoio que ele nos deu no setor energético, na área de saúde.''
O presidente deposto disse ainda crer na saída diplomática para retornar a seu país e ao poder, a despeito de faltarem pouco mais de dois meses para que sejam realizadas eleições presidenciais em Honduras - pleito que muitas nações já disseram que não irão reconhecer, a não ser que Zelaya possa regressar.
Mas caso a diplomacia não funcione, diz ele, ''nós o faremos por meio alternativos'', sem especificar quais seriam estes recursos.
''Não posso fornecer estratégias a meus adversários. Mas voltarei por bem ou por mal. Vamos regressar. Não renuncio a isso. Lá tenho minha família, meus filhos. É lá que quero morrer.''
O presidente deposto acredita que diferentes nações devem adotar um papel ativo em condenar o golpe e defender a sua restituição.
''É preciso acompanhar o movimento em Honduras. Eu chamo à comunidade internacional, ao Brasil, ao Movimento Sem-Terra, aos grupos sociais, para que nos apoiem. O êxito em Honduras será o êxito da América.''
Fonte: BBC

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Estudo vê potencial para fabricar vacina contra AIDS

Por Maggie Fox WASHINGTON (Reuters) - A descoberta de partículas do sistema imunológico que atacam o vírus da AIDS pode finalmente abrir caminho para a fabricação de uma vacina que poderá proteger as pessoas da infecção mortal e incurável, disseram pesquisadores norte-americanos nesta quinta-feira.
Eles utilizaram uma nova tecnologia para estudar o sangue de 1.800 pessoas infectadas com o vírus da AIDS e identificaram dois anticorpos que poderiam neutralizar o vírus. Também encontraram uma nova parte do vírus que os anticorpos atacam, o que significa uma nova opção para criar uma vacina, relataram no periódico Science.
"As descobertas são um progresso empolgante rumo a uma vacina eficaz contra a AIDS, pois agora temos um alvo novo e potencialmente melhor no HIV para concentrar nossos esforços para criar uma vacina", disse Wayne Koff, da Iniciativa Internacional da Vacina da AIDS (IAVI na sigla em inglês), que patrocinou o estudo.
Desde que a pandemia da AIDS surgiu no início dos anos 1980, mais de 25 milhões de pessoas morreram em todo o mundo do vírus. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 33 milhões de pessoas estão infectadas.
Embora não haja cura, um coquetel de remédios pode ajudar a manter o vírus sob controle. Todas as tentativas de se criar uma vacina fracassaram quase completamente.
Seth Berkley, diretor da IAVI, disse que as descobertas não irão levar diretamente a uma vacina, mas mostram que existem maneiras novas e melhores para criar uma.
A maioria das vacinas induz uma resposta dos anticorpos, incentivando o corpo a fabricar anticorpos que irão reconhecer e atacar um invasor como uma bactéria ou um vírus.
Os dois anticorpos recém-descobertos, chamados PG9 e PG16, são os primeiros novos anticorpos do HIV identificados em mais de dez anos

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Presidente da Colômbia contrai gripe A

Álvaro Uribe apresentou os primeiros sintomas na 6ª-feira. Ele esteve na Argentina participando da Cúpula da Unasul



Da BBC Brasil

Por meios diplomáticos, o governo colombiano também enviou um alerta aos demais líderes da região, advertindo sobre o contágio.
Uribe esteve reunido com os demais presidentes da Unasul (União das Nações Sul-Americanas), entre eles o presidente Lula, na última sexta-feira, em Bariloche, Argentina, onde começou a apresentar os primeiros sintomas da doença.
O presidente colombiano, de 57 anos, está isolado em sua residência, de onde manterá suas atividades de governo enquanto recebe tratamento médico. O contágio pelo vírus da gripe A (H1N1) foi confirmado no sábado, por meio de um exame.

Alerta

O ministro da Saúde da Colômbia, Diego Palacio, disse, em entrevista coletiva em Bogotá, que o estado de saúde do presidente é "satisfatório".
"Não acreditamos que o presidente tenha algum fator de risco adicional", disse Palacio.
O governo colombiano informou as demais delegações que participaram da Cúpula da Unasul sobre o contágio de Uribe e recomendou que elas adotem medidas necessárias de precaução.
Uribe é o segundo presidente latino-americano a ser contaminado pela gripe A (H1N1).
O presidente da Costa Rica, Oscar Arias, foi o primeiro a ser contaminado pelo vírus, que de acordo com a Organização Mundial da Saúde, já infectou mais de 209 mil pessoas em todo o mundo.

Chávez

Ao final de uma entrevista coletiva em Caracas, neste domingo, o presidente venezuelano Hugo Chávez, com quem Uribe trava uma das piores disputas diplomáticas da região, lamentou a doença do líder colombiano.
"Lamento muito isso, espero que não tenha maior repercussão na saúde do presidente e esperamos que ninguém mais se contamine", afirmou Chávez.
"Eu me sinto muito bem", acrescentou Chávez, pouco antes de iniciar uma viagem internacional de dez dias durante a qual visitará Líbia, Síria, Irã e Rússia.