sexta-feira, 30 de abril de 2010

Revista Time elege Lula um dos líderes "mais influentes" do mundo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um dos 25 líderes mais influentes do mundo, segundo a revista Time. A sétima lista anual da publicação — divulgada nesta quinta-feira (29) no site da revista que chega às bancas nesta sexta-feira — alça o presidente Lula, de 64 anos, no topo dos líderes mundiais.
“Lula é um autêntico filho da classe trabalhadora latino-americana, que esteve preso uma vez por liderar uma greve”, afirma o cineasta Michael Moore, que se encarregou de elaborar um perfil do presidente para a revista. O texto destaca as conquistas de Lula para levar o seu país "ao Primeiro Mundo".
“A grande ironia da presidência de Lula”, escreve Moore, “é que mesmo quando tenta impulsionar o Brasil para o Primeiro Mundo com programas sociais como o Fome Zero, destinado a acabar com a fome, e planos para melhorar a educação disponível à classe trabalhadora, os Estados Unidos se parecem a cada dia mais com o Terceiro Mundo”.
Segundo o cineasta, a concentração de renda nos Estados Unidos está aumentando e ameaça deteriorar a condição econômica dos mais pobres. “O que Lula quer para o Brasil é o que nós costumávamos chamar de ‘sonho americano’. Nós, nos EUA, ao contrário, onde a parcela de 1% dos mais ricos agora tem mais riqueza financeira do que o conjunto das 95% das pessoas juntas, estamos vivendo em uma sociedade que rapidamente está ficando muito mais parecida com o Brasil”, afirma.
Diretor do documentário Sicko — S.O.S Saúde, Moore procura nesse mesmo tema a explicação para a decisão de Lula de entrar para a política — e cita um trecho da biografia do presidente brasileiro registrada no filme Lula, o Filho do Brasil: “O que levou [Lula] à política em primeiro lugar? (...) Foi quando, com 25 anos de idade, ele viu sua mulher Maria morrer aos oito meses de gravidez, junto ao filho, porque eles não tinham acesso a um sistema de saúde decente”, afirma Moore.
O cineasta — que lança o filme Capitalism: a love story — acredita que Lula deixa “uma lição para os bilionários do mundo: permitam que as pessoas tenham bom atendimento à saúde, e elas causarão muito menos problemas a vocês”.
As pessoas mais influentes do mundo são escolhidas pelo grupo de editores da Time, após uma conversa com os correspondentes da revista no exterior. Tendo uma primeira versão da lista de nomes, os jornalistas falam com personalidades que têm alguma ligação com as atividades dos escolhidos. Depois, dividem os eleitos em categorias: Líderes, Artistas, Pensadores e Heróis.
Depois de Lula, aparecem na lista da Time o presidente da empresa de computadores pessoais Acer, J.T. Wang, e o chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, o almirante Mike Mullen, o presidente americano, Barack Obama (que ocupa o quarto lugar) e a presidente da Câmara de Representantes dos EUA, Nancy Pelosi.
Entre os líderes em destaque também estão a ex- governadora do Alasca e ex-candidata republicana à vice-presidência, Sarah Palin; o diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn; os primeiros-ministros japonês e palestino, Yukio Hatoyama e Salam Fayyad, e o chefe do Governo da Turquia, Recep Tayyip Erdogan

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Brasil e Turquia buscam acordo contra sanções ao Irã

O governo do Irã ratificou neste sábado (24) o apoio aos esforços do Brasil e da Turquia em favor de um acordo negociado para evitar sanções aos iranianos em decorrência de seu programa nuclear. A iniciativa foi definida durante a conversa, em Istambul, na Turquia, dos ministros das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, e o da Turquia, Ahmet Davotoğlu. Hoje (25), Amorim vai a Moscou, na Rússia, para conversar sobre o mesmo assunto. Amanhã (26) ele chega a Teerã, no Irã.
“É muito importante alcançar uma solução pacífica e negociada para este tema. Ainda acredito que isso seja possível. Não é fácil, mas é possível”, disse Amorim. O chanceler também conversou com o presidente turco, Abdullah Gül.
No último dia 19, Davotoğlu esteve em Teerã e reiterou a intenção de seu governo em colaborar com as negociações. Na conversa de ontem com Amorim, ambos discutiram as alternativas possíveis que visam a aumentar a confiança das partes em torno da proposta de troca de urânio enriquecido por combustível para o reator de pesquisa de Teerã e sobre formas de reativar o processo negociador sobre o tema.
A visita de Amorim à Turquia, à Rússia e ao Irã faz parte de uma estratégia definida na semana passada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No próximo dia 15, Lula desembarca em Teerã, mas antes quer ter fechado o apoio de vários governos em favor de negociações que impeçam a imposição de sanções contra o Irã por causa de seu programa nuclear.
Paralelamente, o governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pressiona a comunidade internacional para aprovar, no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), medidas punitivas contra o Irã. Para Obama, Ahmadinejad esconde, no programa nuclear, a produção de armas atômicas. O presidente iraniano nega as acusações.
Obama já obteve o apoio da Inglaterra, França e Alemanha. Recentemente, a Rússia demonstrou ser favorável ao que chamou de sanções inteligentes. A China resiste às sanções. Os cinco países são membros permanentes do conselho e têm direito a voto. A expectativa é que as discussões no órgão ocorram em maio.
No final de maio, o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, vai estar no Rio de Janeiro para participar da Conferência da Aliança das Civilizações. Assim como o Brasil, o governo turco quer evitar as sanções aos iranianos.
Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Coreia do Norte cobra dos EUA a desnuclearização do Sul

O Ministério das Relações Externas da República Popular Democrática da Coreia divulgou na última quarta-feira uma declaração sobre a questão nuclear na Península Coreana, reproduzido pela Agência Coreana Central de Notícias. A declaração afirma que a desnuclearização da Península Coreana é um princípio invariável para a RPDC, entretanto a construção da confiança mútua é uma premissa, já que trata-se dos EUA os primeiros a introduzirem armas nucleares na península.

O Ministério também delcara no documento que a RPDC trabalhou duro para estabelecer uma zona livre de armas nucleares por meio do diálogo pacífico e da negociação. entretanto, esses esforços provaram ser inválidos. A RPDC foi forçada a "deter a força nuclear dos EUA com seus próprios artefatos atômicos, não só fazendo apelos verbais".

De acordo com o documento, as armas nucleares instaladas pelos Estados Unidos na Coreia do Sul tiveram um contínuo crescimento dos anos 1950 aos anos 1970.

A RPDC participará do "esforço de desarmamento nuclear internacional em posições idênticas às das outras nações nucleares", diz a declaração.

Na recente revisão da doutrina nuclear americana, a administração Obama errou ao não desautorizar o uso de armas nucleares contra países como RPDC e Irã, sob o pretexto de que essas nações teriam violado e deixado o "Tratado de Não-Proliferação Nuclear".

Em uma declaração dada em 9 de abril, um porta-voz do Ministério das Relações Externas da RPDC denunciou a nova doutrina americana, por ela ter derramado um balde de água fria na restauração do diálogo entre seis nações sobre a questão nuclear da Península Coreana.

O porta-voz disse que a RPDC desenvolveu armas nucleares com o propósito de "deter um ataque dos EUA e defender sua soberania e direito a existir". O país teve, desde então, "implementado sinceramente suas obrigações internacionais como um estado responsável nuclear". A RPDC retirou-se do TNP em 10 de janeiro de 2003.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Escândalos de pedofilia impactam a viagem do Papa

Bento XVI poderá se reunir com vítimas de padres pedófilos em um orfanato maltês na década de 1980

CIDADE DO VATICANO - O papa Bento XVI chegou ontem à República de Malta, em uma visita relâmpago feita sob o impacto dos escândalos de pedofilia que atingem a Igreja Católica há vários meses. Durante o voo que o levou de Roma a Valletta, o Papa considerou, referindo-se aos escândalos, que “o corpo da Igreja está ferido por nossos pecados”. Ele também mencionou a questão da imigração, considerando que assegurar uma “vida digna” aos imigrantes representa “o grande desafio de nosso tempo”.
Pressionado pela opinião pública mundial para que reaja diante da avalanche de revelações de abusos, o Papa poderá se reunir, com a maior discrição, com um grupo de homens que foram vítimas de padres pedófilos em um orfanato maltês na década de 1980.
Eles haviam ameaçado se manifestar publicamente durante a visita de Bento XVI a Valletta, mas depois desistiram diante da promessa de um encontro, em junho, com o principal investigador da Congregação para a Doutrina da Fé, monsenhor Charles Scicluna.
Mas eles ainda mantêm a esperança de um encontro, mesmo que breve, com Bento XVI, para que este peça “desculpas”.
O porta-voz do Vaticano salientou que o Papa, que já condenou várias vezes esses escândalos de pedofilia por parte de membros da Igreja Católica e se reuniu com as vítimas nos Estados Unidos e na Austrália, em 2008, está disposto a ouvir outras vítimas, “mas não sob a pressão da mídia ”.
Esta visita papal ao menor país da União Europeia (443 mil habitantes) é complicada por outro caso de um suposto padre pedófilo, que vive afastado em Malta depois de ter abusado de um menino de 12 anos no Canadá, na década de 1980.
De acordo com recentes revelações, 45 casos de pedofilia foram denunciados à cúria maltesa desde a criação de uma comissão especial, em 1999, dos quais 26 foram considerados verídicos.
Mas, em Valletta, as manifestações de hostilidade foram apagadas. As enormes faixas de boas-vindas ao Papa, que haviam sido marcadas com insultos, foram substituídas e as ruas estão decoradas com as bandeiras de Malta (branco e vermelho) e do Vaticano (branco e dourado).
Em mensagens de rádio e televisão, o presidente maltês George Abdala pediu aos seus compatriotas que recebam o Papa “com entusiasmo e com os braços abertos”. “Nós o receberemos com alegria e gratidão”, disse o núncio apostólico em Malta, monsenhor Tommaso Caputo, que considera que o Papa atravessa “momentos de sofrimento”, mas conserva “sua serenidade”.
Esta visita, realizada entre dois aniversários - os 83 anos de Bento XVI, na sexta-feira, e os cinco de seu pontificado, na segunda-feira - lembra São Paulo, que, segundo a tradição, naufragou há 1950 anos frente à ilha que, então, cristianizou.
Para esta 14ª viagem de seu pontificado ao exterior - e a primeira no ano - o Papa deverá também mencionar “as raízes cristãs da Europa” neste país onde os católicos representam 95% da população. Em Malta, existe quase uma igreja por quilômetro quadrado, e é um dos últimos países do mundo onde o divórcio é proibido.
É a terceira vez que a ilha de Malta recebe um Papa. João Paulo II a visitou em 1990 e em 2001

domingo, 18 de abril de 2010

Venezuelanos celebram 200 anos da independência com festa popular

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, iniciou as comemorações neste domingo (18) do aniversário de 200 anos de independência do país. O líder socialista, que defende a herança revolucionária do líder venezuelano do século 19, Simon Bolívar, deve receber durante as comemorações lideranças de esquerda de outros países, incluindo o presidente de Cuba, Raul Castro, e Evo Morales, da Bolívia.
Nesta segunda-feira (19), quando a Venezuela completa exatos 200 anos da declaração de independência da Espanha, os líderes da aliança Alba, liderada por Chávez, devem organizar uma reunião de cúpula em Caracas. "Nós estamos há poucas horas da grande festa", escreveu Chávez. "Uma alegre comemoração de 200 anos de luta. Fraternidade, socialismo ou morte!"
Os principais ministérios, junto aos moradores, se encarregarão de embelezar ruas, comércios e outros estabelecimentos, processo de recuperação que concluirá em julho de 2011.
O programa de resgate inclui, também, a reconstrução de imóveis e a edificação de novos lugares, como parte da rememoração dos 200 anos das lutas de libertação na nação sul-americana.
Outra das iniciativas de relevância para festejar o aniversário, é a inauguração de um monumento na praça do Venezuelano, desta cidade, informou o ministro de cultura, Francisco Sesto.
A obra de 48 metros de altura concebeu-se seguindo a tradição artística de Carlos Raúl Villanueva, máximo exponente do movimento arquitetônico nacional.
Sesto explicou que as cores vermelho e preto distinguirão o conjunto metálico, o qual terá um sistema de iluminação noturno.
A celebração não é exclusiva da capital, diferentes lugares da Venezuela se embelezarão em homenagem à constituição do primeiro governo autônomo em abril de 1810, dois séculos depois, o acontecimento será recordado com uma grande festividade popular, expressou.
A oposição de direita, hegemonizada pela elite, que venceu Chávez apenas uma vez desde 1998, irritou-se ao ver o presidente transformar o aniversário de independência do país em uma festa popular. Alguns partidários do Primeira Justiça saíram às ruas de Caracas pedindo por uma "declaração de independência" alternativa.

Reunião da Alba

Em meio às festas começará a IX Cúpula da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALBA).
O vice-presidente do executivo, Elías Jaua, enfatizou que o encontro do dia 19 de abril, ratificará o compromisso dos países da região com a luta por atingir a independência plena.
Jaua confirmou a chegada a Caracas nos próximos dias de representantes de todos os estados membros desse bloco integracionista, conformado por Venezuela, Bolívia, Equador, Nicarágua, Cuba, Dominica, San Vicente e as Granadinas e Antigua e Barbuda.

Portal Vermelho

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Vaticano "quer sacudir água do capote"

As associações LGBT portuguesas reagiram com indignação às palavras do nº 2 do Vaticano, associando homossexualidade e pedofilia.
O cardeal Tarcisio Bertone foi à sessão de abertura da 99ª assembleia plenária do episcopado chileno associar homossexualidade e pedofilia, numa tentativa de se defender das críticas contra o celibato dos padres.
As críticas do movimento LGBT chileno já se estenderam a Portugal, com o presidente da ILGA a dizer que "estas são declarações problemáticas com uma discriminação intrínseca, principalmente se atentarmos à influência que o Vaticano tem sobre a sociedade". Paulo Côrte-Real recordou as recentes declarações do Bispo Januário Torgal Ferreira para dizer que a posição de Bertone "não, é de todo, uma posição de todos os Católicos nem de todos os membros do clero, apenas do Vaticano".
Também Fernando Mariano, das Panteras Rosa, reagiu com fortes críticas às palavras de Bertone, afirmando que "os homossexuais também podiam dizer que os padres são pedófilos e seria igualmente ridículo". "A Igreja é o maior incitador do ódio e dos crimes de ódio que acontecem. As crianças são formadas para o ódio desde o baptismo e a catequese, e essa formação acaba por influenciar toda a sociedade", afirmou Fernando Mariano.
Também a associação Opus Gay reagiu às palavras do nº 2 do Vaticano. "É sacudir a água do capote, tentam enlamear a luta dos homossexuais pela sua dignidade. É escamotear as enormes culpas inconfessáveis dos padres e dos monsenhores. Tentam sempre tapar, justificar e menorizar este grave crime e pecado. A pedofilia é um desvio de mentalidade, mas se tiver que se pensar nisso, a maior parte da pedofilia é heterossexual", explicou António Serzedelo, citado pelo Jornal de Notícias.
"Muitos psicólogos e psiquiatras já demonstraram que não há relação entre celibato e pedofilia, mas disseram-me recentemente que muitos outros demonstraram que há relação entre homossexulidade e pedofilia", afirmou Tarcisio Bertone no Chile.
Fonte: Esquerda 

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Palestinos começam greve de fome em prisões israelenses

Prisioneiros querem que Israel "pare de humilhar" suas famílias nos postos de controle e nas portas de acesso às prisões


Da EFE

Mais de 7.000 presos palestinos em 13 penitenciárias e centros de detenção israelenses deram início nesta quarta-feira (7) a uma greve de fome por tempo indeterminado, para pressionar o serviço penitenciário israelense, em busca de melhorias.

O Ministério para Assuntos dos Prisioneiros palestino afirma, em comunicado enviado à imprensa, que os presos iniciaram a greve de fome em dez prisões e três centros de detenção.

O Centro para o Estudo de Prisioneiros, uma associação independente com sede em Gaza, informou que as autoridades penitenciárias de Israel tentam convencer os líderes dos detentos em várias prisões para que não se unam à greve, mas "fracassaram até o momento".

"Os presos têm cinco reivindicações principais para suspender a greve", segundo um comunicado do centro, que ressalta que todas elas "são legais e estão garantidas pelo direito internacional".

Os prisioneiros querem que Israel "pare de humilhar" suas famílias nos postos de controle e nas portas de acesso às prisões e que as visitas de familiares residentes em Gaza sejam permitidas, após quatro anos de restrição.

Israel impõe há mais de três anos um rígido bloqueio à faixa palestina, controlada pelo movimento radical islâmico Hamas.

Visitas

Os presos exigem ainda que centenas de familiares que moram de Cisjordânia, Jerusalém Oriental e árabes com cidadania israelense possam visitar seus parentes presos. Israel alega "razões de segurança" e proíbe as visitas.

Os presos também querem que seja permitido assistir ao canal de televisão árabe Al Jazira, a receber livros de seus familiares, e que os estudantes do ensino médio possam realizar seus exames na prisão.

"Esta é a primeira ação deste tipo em vários anos realizada pelos presos, unidos em suas reivindicações legais", declarou, em Gaza, Rafat Haduna, principal responsável pelo Centro para o Estudo de Prisioneiros.

Por sua parte, a Autoridade de Prisões de Israel recusou dar declarações sobre o anúncio e ressaltou o respeito geral aos direitos dos reclusos.